sexta-feira, 6 de julho de 2012
Pensando aqui comigo, analisei como as coisas eram e como elas se tornaram. Eu estou o tempo todo sentindo falta de tempos passados. Como por exemplo,agora, me peguei pensando no colégio,não na falta que eu pudesse sentir de lá, das pessoas em si. Sinto falta do cheiro, da graça, do ar que tinha, do gosto bom que me tocava a boca todas vez que eu colocava meus pés lá. Essa mania de marcar com cheiros. Sabe, o emprego, eu gostava da autonomia que ele me dava, embora eu soubesse que não era o que eu queria e que era tudo temporário, era meu emprego e eu me escondia de alguma forma lá. Uma batcaverna, ou quase isso. Eu gostava da inspiração que eu tinha, até da tristeza e do torpor eu gostava. Eu gostava de não haver competições contantes até comigo. Gostava de ser só eu o centro do universo e mais nada. Porém eu gosto desse gosto novo, mas me assusta. Me sinto fraca e indefesa e ao mesmo tempo cheia de adrenalina. É como se mesmo com todo o preparo, eu tivesse sido simplesmente jogada, vendada, num lugar escuro ao qual eu tivesse que montar um quebra cabeça rapidamente. Eu montei como pude e venho montando com o tempo, embora possa não estar certo. E sabe, eu gostava até mesmo das "preocupações" que eu tinha, porque elas não eram preocupações tão tensas assim, agora sim preocupações são sinônimo de enxaqueca. E ainda estão por vir muito mais, as quais me farão sentir falta do gosto que tem o hoje, do cheiro e do desanimo. Eu sempre acabo gostando do antes por medo do depois. Então como diz a musica, "eu vou cambaleando, de perna bamba e solta" e tentando aproveitar o cheiro do agora pra gostar mais dele depois.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Quando o tempo passa você percebe a diferença das coisas. Você descobre sempre até onde vai a cumplicidade, a confiança e o amor. Onde as linhas se distanciam. Parece que eu descobri coisas que até então eu não conhecia, nem mesmo em mim. Acho que superamos muito, evoluímos de muitas formas e agora é a hora de ver até que ponto essa evolução é boa.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Mallu Magalhães- É você que tem
É você que tem nas tuas mãos meu choro de mulher. Tem meu ver, o meu sonhar, o que quiser.
É você que é a mulher minha. Meu grande amor da minha vida. É tão teu o gosto da minha mordida.
É você que tem o colo qu'eu deito e descanso. É tão teu meu coração aflito e manso.
É você que tem na pele a luz, cor da coisa mais segura qu'eu já vi formar na mácula escura.
É você que tem nas tuas mãos meu choro de mulher. Tem meu ver, o meu sonhar, o que quiser
É você que tem na pele a luz, cor da coisa mais segura qu'eu já vi formar na mácula escura.
É você que tem o colo qu'eu deito e descanso. É tão teu meu coração aflito e manso ♪
- Monique Stella ♥
segunda-feira, 21 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
Por que tudo dói, mesmo agora? Por que cada pedaço sempre está sempre sarando? Quanto mais medo eu tenho, mais eu seguro em você. Mais eu quero seu braço em volta de mim. É tão seguro saber que você está ali. É tão seguro saber que com você tudo sempre fica bem. Eu tenho tanto medo, é tão maior que eu. Eu poderia passar décadas só segurando o teu rosto como eu seguro, observando como o tempo nunca te afeta. Observando a tua calma, a tua paciência e esse teu jeito de sorrir quando me olha. Embora tenha se tornando meio insuportável viver comigo, embora eu tenha me tornado pedra demais pra você suportar, eu não saberia dar um passo sem as tuas mãos.Não é como ter medo de você ir embora, é como ter medo de cair de um precipício. E essa mania de ser insuportável tem me dominado de uma forma incrível. Mas dói tanto que é o ´único modo de expressar isso. Parece que eu sou só extremo. Extremo, sempre, sempre. E não dá pra pensar mais em mim sem ter você, porque eu nem lembro mais quando foi a ultima vez que fui eu, sem você. Eu daria qualquer coleção pelo teu colo, eu daria qualquer coisa pra começar tudo do zero e fazer tudo ficar bem. Você é sempre tão maior do que pode ser. Sempre tão tudo, tão admirável, tão irmã, tão amiga, tão namorada. Sempre se esforça, sempre pode mais um pouco, sempre tão cheia de erros sempre perdoáveis. Sabe sempre tudo sobre tudo, tudo sobre mim. você é o maior enigma com o qual eu já me deparei. Eu não sei o que você tem, eu não sei porque eu fico assim. Eu não consigo desvendar teu olhar, eu não consigo ler teus pensamentos, nem seus lábios, nem suas expressões. Eu só sei suas mentiras. Nem suas verdades eu conheço. Mas eu sei que eu preciso do teu aconchego comigo. Eu preciso dessa voz calma que me acaba. Desse braço que me deixa mole, das cocegas que você faz e das brigas que temos. De todas as brigas que temos. Eu preciso aprender tanto, mas eu não consigo nunca. Você é tão minha e ao mesmo tempo tão de todos que me sinto de lado. Eu não sei porquê eu preciso tanto de toda a tua atenção. Me sinto uma merda agora por eu ser sempre do mesmo jeito, tão previsível, mesmo quando você diz que eu sempre te surpreendo. Eu não sou admirável, não sou tão irmã, nem amiga, nem porto seguro eu sei ser. Eu não sei ser nada além disso. Além do problema que quer você por inteiro. E tem que ser por inteiro e só agora entendi que isso não é possível. Então, por tudo isso, dói muito, dói tudo, dói tanto que as vezes prefiro nem te contar o que dói. As vezes eu só prefiro ficar no meu canto, tentando não criar expectativas sobre você, esperando você dar o seu melhor e tentando acreditar que tudo vai ficar bem.
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